Chega a casa,
vem depois
não deixa nada
dos dois a dois
destroí um pouco
reclama mais
não há quem diga
quem são os quais.
Numa paranóia
feito quatro em tudo
não sei quem me leva
o sentido absurdo
e se me mudarem de cadeira
se me pedirem para a dar inteira
eu minto
porque o que é meu
é dentro do sim.
Diz que vem tudo dentro de uma caixa
é só recolher
depois mais tarde vê-se.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
terça-feira, janeiro 11, 2011
segunda-feira, dezembro 06, 2010
De Volta.
Sou, de Volta.
Uma terra que ninguém conhece.
Não falo de Nada, só de Volta.
Em Nada fui feliz, mas em Volta, voltei.
Não me pára a esmola,
a esmola de quem se diz roído.
Eu vim de Volta, por Nada.
Uma terra que ninguém conhece.
Não falo de Nada, só de Volta.
Em Nada fui feliz, mas em Volta, voltei.
Não me pára a esmola,
a esmola de quem se diz roído.
Eu vim de Volta, por Nada.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Predador.
Olá.
Eu vou sair e vou foder alguém.
Não interessa se é mulher ou homem.
O meu objectivo é foder alguém.
Saio, bebo, fumo, danço
só quero é foder alguém.
Se no fim da noite, bêbado, bato em alguém
ou alguém me bate, não importa
o que importa é a foda.
As cidades e os bares e os locais de lazer multiplicam-se.
A caça e o desejo, esses, nunca cessaram.
Nós somos mais nós do que algum dia fomos
por isso não me retiro mais daqui.
Estamos parados no prazer vazio.
Não digo que está mal, que está bem
ou que está o que devia ou não devia estar
só que estamos parados aqui, sem nada
vazios.
Vou apanhar quantas eu quiser.
Se quiser homens é só apontar.
No calor de qualquer sítio a meia luz
é só escolher.
Não condeno nem nunca hei-de condenar o que eu próprio quero fazer
para além de amar e querer e desejar, o resto é só foder.
E porque não?
Não me deixo preso, solto ou até imediato
mas qual é o substracto? Qual é essa vontade?
Se calhar emigrava.
Um país forte em outra coisa,
como os de erasmus, sei lá.
Que vazio é a saudade do amor, que vazio é, meu amor.
Eu vou sair e vou foder alguém.
Não interessa se é mulher ou homem.
O meu objectivo é foder alguém.
Saio, bebo, fumo, danço
só quero é foder alguém.
Se no fim da noite, bêbado, bato em alguém
ou alguém me bate, não importa
o que importa é a foda.
As cidades e os bares e os locais de lazer multiplicam-se.
A caça e o desejo, esses, nunca cessaram.
Nós somos mais nós do que algum dia fomos
por isso não me retiro mais daqui.
Estamos parados no prazer vazio.
Não digo que está mal, que está bem
ou que está o que devia ou não devia estar
só que estamos parados aqui, sem nada
vazios.
Vou apanhar quantas eu quiser.
Se quiser homens é só apontar.
No calor de qualquer sítio a meia luz
é só escolher.
Não condeno nem nunca hei-de condenar o que eu próprio quero fazer
para além de amar e querer e desejar, o resto é só foder.
E porque não?
Não me deixo preso, solto ou até imediato
mas qual é o substracto? Qual é essa vontade?
Se calhar emigrava.
Um país forte em outra coisa,
como os de erasmus, sei lá.
Que vazio é a saudade do amor, que vazio é, meu amor.
segunda-feira, novembro 15, 2010
A verdade.
A verdade distrai.
Não me digas que nunca o sentiste?
A verdade estorva e contrai mais doenças que eu próprio.
Dizer o quanto é barulho,
nas estradas de gravilha molhada
é querer um pouco mais
se pensas que a verdade vem engelhada.
Sim, podes dizer que sim
mas a verdade dói mais que isso
custa mais que isso,
mais do que aquilo que pensas que mais te custaria fazer
porque na verdade pervalece
e não abandona mais, aloja-se num recanto
e não nos larga mais.
A verdade é a verdade e na verdade somos mentira.
Não me digas que nunca o sentiste?
A verdade estorva e contrai mais doenças que eu próprio.
Dizer o quanto é barulho,
nas estradas de gravilha molhada
é querer um pouco mais
se pensas que a verdade vem engelhada.
Sim, podes dizer que sim
mas a verdade dói mais que isso
custa mais que isso,
mais do que aquilo que pensas que mais te custaria fazer
porque na verdade pervalece
e não abandona mais, aloja-se num recanto
e não nos larga mais.
A verdade é a verdade e na verdade somos mentira.
sexta-feira, novembro 12, 2010
É bom.
Saber que a amas
não pensar sequer no que pensas
enquanto a amas
e deixar que amor seja um.
É bom saber.
É bom saber que não te despes
que só tiras parte da roupa
para não te expores.
É importante que o faças.
Não tires tudo
deixa ficar alguma coisa.
Dar tudo é sacrilégio.
É bom saber que me venho
pelo menos até à última
se calhar com esforço
talvez não,
está bem,
não quero mentir,
nem saber da verdade
para nada.
É bom saber que pouco sei, na verdade
isso é simplesmente bom.
Enquanto a televisão funcionar e o rádio tocar
estou bem, sentado, deitado de barriga para cima
a pensar no que já tive, no que já fui,
nunca no que vou ter,
só o passado a moer.
E o amor? Perguntas pelo amor?
Ele também veio?
Ficou cá? Esteve cá?
Mas eu sonhei com isso?
É bom não saber onde estás.
não pensar sequer no que pensas
enquanto a amas
e deixar que amor seja um.
É bom saber.
É bom saber que não te despes
que só tiras parte da roupa
para não te expores.
É importante que o faças.
Não tires tudo
deixa ficar alguma coisa.
Dar tudo é sacrilégio.
É bom saber que me venho
pelo menos até à última
se calhar com esforço
talvez não,
está bem,
não quero mentir,
nem saber da verdade
para nada.
É bom saber que pouco sei, na verdade
isso é simplesmente bom.
Enquanto a televisão funcionar e o rádio tocar
estou bem, sentado, deitado de barriga para cima
a pensar no que já tive, no que já fui,
nunca no que vou ter,
só o passado a moer.
E o amor? Perguntas pelo amor?
Ele também veio?
Ficou cá? Esteve cá?
Mas eu sonhei com isso?
É bom não saber onde estás.
quinta-feira, novembro 11, 2010
Não me faço troça.
Não jogo ao que se pede.
Não é meu o jogo portanto, pede.
Há uma e outra frase que se repetem,
às voltas.
Não te deixes enganar.
Não, não e não, de negação.
Pintei dois traços e um risco
fui dizer que não e digo-o:
não.
O que é, é o que é.
Uma história só pode ter um final.
Não é meu o jogo portanto, pede.
Há uma e outra frase que se repetem,
às voltas.
Não te deixes enganar.
Não, não e não, de negação.
Pintei dois traços e um risco
fui dizer que não e digo-o:
não.
O que é, é o que é.
Uma história só pode ter um final.
segunda-feira, novembro 01, 2010
É de quem?
A vontade que me veio, é de quem?
Somos um que vagueia por demais. Não nos damos.
Pertencemos à classe que se diz o que são os tais. Não nos damos.
E a vontade é de quem?
Paramos, escassos, nos passeios,
fintamos devaneios e recorremos ao jornais. Não nos damos.
Deitamos fora a esperança, dizemo-nos fãs da mudança
e fechamos os olhos aos pais. Não nos damos.
E a vontade é para quem?
E a mentira?
É de quem?
Somos um que vagueia por demais. Não nos damos.
Pertencemos à classe que se diz o que são os tais. Não nos damos.
E a vontade é de quem?
Paramos, escassos, nos passeios,
fintamos devaneios e recorremos ao jornais. Não nos damos.
Deitamos fora a esperança, dizemo-nos fãs da mudança
e fechamos os olhos aos pais. Não nos damos.
E a vontade é para quem?
E a mentira?
É de quem?
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