Seguimos todos em frente nas vontade de azul.
Azul tristeza e cinzento que se desdobra nas vontades do sul.
Se todos somos na união o que nos une nos deixa no momento de pintar
porque o mundo muda e quando muda não há nada mais para mudar
Os que nos pensam e nos querem só nos pedem para continuar
é simples fácil o retrato e metade do que dão serve para continuar
e se tu mudas e eu não de nada serve porque temos todos que mudar
e quem se fica quando tudo, tudo o que queres serve apenas para te calares?
Obsessividade Especulativa
Domingo, Abril 29, 2012
Quarta-feira, Dezembro 21, 2011
É.
Na verdade há pequenas coisas de funcionamento do mundo que me deixam irado
pequenas coisas que são as grandes coisas deste mundo.
Há pequenas injustiças que só de grande têm atenção
misérias claras na decoração do seu.
Sim. Entende lá:
a decoração do seu próprio prazer, do seu próprio poder.
Em tanto estamos amargurados
com a destreza dos outros ao revés de nós
que nos vemos apenas e só colados ao infame e distante problema que somos.
Alguém tem mais, alguém doa mais
alguém se faz mais e alguém presenteia mais.
Nós somos sempre menos e temos que ser melhores
talvez de todos os piores mas em tudo os melhores.
Sapiência clara — o desastre.
desastre mundial de grande classe.
Ora sou administrador de uma multinacional
ora sou administrador de um sítio na web
o comportamento é igual: eu é que mando, eu é que sei.
Há sempre ligado um qualquer sentido de prepotência clara
de julgamento legítimo e de poder óbvio.
Será que só para mim me parece desigual?
Talvez sejam só partes e partes
Muitos dirão: alguém tem que mandar
e eu direi que não.
Muitos dirão: alguém tem que liderar
e eu direi que não.
Deêm-me todas as teorias
todas e mais algumas
terei prazer em aprender todas que não saber
terei prazer em ler todas as que já souber
mas sou livre de sonhar ou não?
Sou livre de ser pensante ou não?
Sou livre de o praticar ou não?
Talvez me prendam, talvez me subjugue
talvez me levem, talvez me iluda
mas que mal faz? Que mal tem ser o que eu vejo?
Que mal tem ser o que eu creio, hoje e amanhã e depois?
Sonhas tão pouco, mundo...
pequenas coisas que são as grandes coisas deste mundo.
Há pequenas injustiças que só de grande têm atenção
misérias claras na decoração do seu.
Sim. Entende lá:
a decoração do seu próprio prazer, do seu próprio poder.
Em tanto estamos amargurados
com a destreza dos outros ao revés de nós
que nos vemos apenas e só colados ao infame e distante problema que somos.
Alguém tem mais, alguém doa mais
alguém se faz mais e alguém presenteia mais.
Nós somos sempre menos e temos que ser melhores
talvez de todos os piores mas em tudo os melhores.
Sapiência clara — o desastre.
desastre mundial de grande classe.
Ora sou administrador de uma multinacional
ora sou administrador de um sítio na web
o comportamento é igual: eu é que mando, eu é que sei.
Há sempre ligado um qualquer sentido de prepotência clara
de julgamento legítimo e de poder óbvio.
Será que só para mim me parece desigual?
Talvez sejam só partes e partes
Muitos dirão: alguém tem que mandar
e eu direi que não.
Muitos dirão: alguém tem que liderar
e eu direi que não.
Deêm-me todas as teorias
todas e mais algumas
terei prazer em aprender todas que não saber
terei prazer em ler todas as que já souber
mas sou livre de sonhar ou não?
Sou livre de ser pensante ou não?
Sou livre de o praticar ou não?
Talvez me prendam, talvez me subjugue
talvez me levem, talvez me iluda
mas que mal faz? Que mal tem ser o que eu vejo?
Que mal tem ser o que eu creio, hoje e amanhã e depois?
Sonhas tão pouco, mundo...
Sexta-feira, Outubro 28, 2011
Minúsculos.
É que são pequenas, as coisas que nos fazem perder
é que são eternas as canções que pequenas nos fazem querer
e mais é só tamanho, no detalhe tamanho de poder mudar,
é que hoje não mudo, hoje não quero
amanhã é que é tudo e o relevo detenho.
Se em mim se partem posições
tudo de mim se dá, nas situações
e os que sabem mais do que o que sabem
não o sabem e escondem-se
defende-se nos quadrados
perdidos e achados
retidos
amén.
Múltiplos rasgos
sumidos estados de ninguém
e outrora dúbios na certeza de saber
começam os espaços escuros e perder só a correr
Mas que mal tem?
A certeza que se tem?
Num período que nós damos
um retiro de centenas de milhar de anos
fazem mais do que somos assim, aqui em mim
porque o mundo é que se desdobra
em sentidos de pele de cobra
que sai e acaba mal
te vejo a sair.
Minúsculos pedaços de si.
é que são eternas as canções que pequenas nos fazem querer
e mais é só tamanho, no detalhe tamanho de poder mudar,
é que hoje não mudo, hoje não quero
amanhã é que é tudo e o relevo detenho.
Se em mim se partem posições
tudo de mim se dá, nas situações
e os que sabem mais do que o que sabem
não o sabem e escondem-se
defende-se nos quadrados
perdidos e achados
retidos
amén.
Múltiplos rasgos
sumidos estados de ninguém
e outrora dúbios na certeza de saber
começam os espaços escuros e perder só a correr
Mas que mal tem?
A certeza que se tem?
Num período que nós damos
um retiro de centenas de milhar de anos
fazem mais do que somos assim, aqui em mim
porque o mundo é que se desdobra
em sentidos de pele de cobra
que sai e acaba mal
te vejo a sair.
Minúsculos pedaços de si.
Segunda-feira, Outubro 03, 2011
Vendedores.
Qualquer coisa serve.
Digam-lhes o quê.
Seja noite ou dia
para agora ou depois
todos vendem o que querem
a nós os dois.
Não lhes chega o que nós temos
nem tão só o que nós somos
cobram tudo e levam tudo
em nome da virtude.
Organizam-se em buracos
fazem deles incríveis braços
alimentam as famílias
cobram mil pelas mobílias
Não me mintam.
Há os que são.
Não me mintam.
Errados ou não.
Digam-lhes o quê.
Seja noite ou dia
para agora ou depois
todos vendem o que querem
a nós os dois.
Não lhes chega o que nós temos
nem tão só o que nós somos
cobram tudo e levam tudo
em nome da virtude.
Organizam-se em buracos
fazem deles incríveis braços
alimentam as famílias
cobram mil pelas mobílias
Não me mintam.
Há os que são.
Não me mintam.
Errados ou não.
Sexta-feira, Setembro 23, 2011
Não de aceitação.
Ficar só tem a ciência de toda a parte que me implica.
Sei bem que mundividência vai e mundividência vem
e tudo que vemos no fundo dos copos pode ser vão
de tanto que se é irmão.
Não me deixo assim nem vens agora tu, para o pé de mim
são só pequenos traços, que se relegam à vida
perdida no instante de si.
Relato tudo que me viu e não quero que ninguém se pise
mas não conheço uma forma estéril
que se leve ao colo de ti
e se faça maior do que sou em mim.
No fundo não há quem queira
quem se peça e se deseje
mas no fim o sozinho que estou é pintado de mim
porque tu não vais ficar
para ver.
Sei bem que mundividência vai e mundividência vem
e tudo que vemos no fundo dos copos pode ser vão
de tanto que se é irmão.
Não me deixo assim nem vens agora tu, para o pé de mim
são só pequenos traços, que se relegam à vida
perdida no instante de si.
Relato tudo que me viu e não quero que ninguém se pise
mas não conheço uma forma estéril
que se leve ao colo de ti
e se faça maior do que sou em mim.
No fundo não há quem queira
quem se peça e se deseje
mas no fim o sozinho que estou é pintado de mim
porque tu não vais ficar
para ver.
O que eu já sabia.
Não era o que eu já sabia
era o que ia descobrir
e nunca é o que já eu queria
era o que ia querer
porque brincar de trás para a frente
a fazer passos por diante
é mais um passo a acabar
por morrer.
O que eu queria já sabia que não ia querer.
Ao que retomo por de mim dar
não dou de todo
atirado ao mar, de ar
e podia desfazer-me
por entre lagos de pranto
mas no sempre que desligo
fica a parte do instante.
O que eu quero dizer nunca digo
mas está lá.
era o que ia descobrir
e nunca é o que já eu queria
era o que ia querer
porque brincar de trás para a frente
a fazer passos por diante
é mais um passo a acabar
por morrer.
O que eu queria já sabia que não ia querer.
Ao que retomo por de mim dar
não dou de todo
atirado ao mar, de ar
e podia desfazer-me
por entre lagos de pranto
mas no sempre que desligo
fica a parte do instante.
O que eu quero dizer nunca digo
mas está lá.
Quinta-feira, Setembro 22, 2011
Vintenas.
Há, porque há, necessidade
Desfaz-se sempre em saudade
mas há, porque a há.
Não te quero num retiro
num significado,
num abrigo
mas há, porque a há
vontade.
Não é por seres mais do é teu
o que me lembro
deixa lá,
é mais meu
mas há, porque é assim
a verdade.
Desfaz-se sempre em saudade
mas há, porque a há.
Não te quero num retiro
num significado,
num abrigo
mas há, porque a há
vontade.
Não é por seres mais do é teu
o que me lembro
deixa lá,
é mais meu
mas há, porque é assim
a verdade.
Sábado, Setembro 03, 2011
Estou gasto.
Não há um dia que não me gaste
a experiência que se alastre
para outras partes do que é de mim.
Rio-me dos cães na rua
julgo em parte que sou da tua
e o que vem para se virar
são outras doenças alastrar.
Não há um passo que se dê bem dado
cavaleiros simples, cavalo alado
príncipes demais para soldas a menos
aço que se deixa no sentido a que pertenço.
Há fumo em tudo que vejo
sinais de fumo nos pertences alheios
há que rolar à medida que vens
o que me pertence a mim
é só o que tens.
Palavras fossem as que me dão
sentidos fossem os que não são
cansaço desse mais do que é
e me tira-se esta certeza
enquanto estou de pé.
Por meios e meios que me venho
deitado, carente, pois que me tenho
certeza inútil no que se é
menos do que tudo
por ter sido se dá.
Estou gasto, do que gasto sou.
a experiência que se alastre
para outras partes do que é de mim.
Rio-me dos cães na rua
julgo em parte que sou da tua
e o que vem para se virar
são outras doenças alastrar.
Não há um passo que se dê bem dado
cavaleiros simples, cavalo alado
príncipes demais para soldas a menos
aço que se deixa no sentido a que pertenço.
Há fumo em tudo que vejo
sinais de fumo nos pertences alheios
há que rolar à medida que vens
o que me pertence a mim
é só o que tens.
Palavras fossem as que me dão
sentidos fossem os que não são
cansaço desse mais do que é
e me tira-se esta certeza
enquanto estou de pé.
Por meios e meios que me venho
deitado, carente, pois que me tenho
certeza inútil no que se é
menos do que tudo
por ter sido se dá.
Estou gasto, do que gasto sou.
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