sábado, janeiro 12, 2013

Ando.

O gerúndio que fazendo e andando se recobra
para deixar que a obra se faça correndo ou parando
querendo ou desejando.
O gerúndio do comendo e passando, montando e
ao passar de novas trevas deixar-se de colegas
e passar ao mais além.
É de novo dia dê, dia de outra coisa mais
dia de amar como os demais
mas o corte fica-se a casa.
Deixar passos atrás, esperar como os demais
e heis que tudo se atrasa.
O problema é que não vamos, o problema é o que temos
o problema é o que damos e não damos ao desejar.
Investir, olha que saudade, eu quero mais é a tua metade
e daqui não saio mais.
Não entendes ir à boleia
porque os murros dão-se na traqueia
até acabar o ar.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Promessas e avessas.

Não quero mais prometer se é o querer que se prende ao demais que é de tais imperfeições que se dá aos balões da verdade da cidade que me é menos do que todos os jumentos que se pavoneiam por aí na saudade da querença que lhes pedem eloquência e se dizem caridosos por instância mais saudosos do que ambiciosos por si. Eu não prendo o que quero o que dou exagero e que desprezo por ti. Eles querem a verdade dizem partes do que ele sabe e recolhem os louros para si. Muitos mais que são e dão o pão à mão do seu irmão mas param. Param para parar de pensar e querer mais recomeçar a vontade de si. Tudo gira em torno do bom e o bom que é tão bom de ser bom para si. Não se partem de jejum vão sem parto nenhum ter ao longe daqui. Se ao menos soubessem escrever...

sexta-feira, dezembro 14, 2012

É um metedismo ou lá como queirais vós.

Eu não sei se é de mim ou se é só de mim
mas isto de ir assim assim não me faz ser melhor
Ora se me deito ao chão, ora se me quero a mais
bem sei que as doenças que tenho são só folhas de jornais

E um dia que se vem e querer-me na verdade
que eu me queira para alguém que diga bem da sua idade
porque o que somos somos todos e o que são os outros o serão
eu não levo mais um morto arrastado no caixão.

Peca-se a vulgar distância de dormir por outra instância
e o que escrevem de uma vez vale apenas por dois ou três
gatos que se fazem dois sapatos e às vezes mais vale ficar
que vir para aqui deitar ao ar.

Mãe, Pai, sou perfeito
escrevo letras a direito
vi um americano ali
quero ser como o que vi

Cansa-me esta prece de comer fruta de alperce
se só tivermos maçãs hei-de querer só romãs
Não é moda, meu filho, não é trova
Se percebes o que te diz não tem graça o teu nariz

Vá, à vontade, isto é tãããão terceira idade.

terça-feira, outubro 30, 2012

Sumário.

Resume-se que a vida se torne apenas uma
e que se queira da vida tudo
e que não se tenha nenhuma.
Sou turma que não quer aprender
se se rege uma regra é pelo mero saber
mas aprender no inteiro
uma perdida parte do morteiro
que ao rebentar se diz demais por si.
Não fui aparte pedir à arte que se desse por ninguém
se é que sou um desastre
um desastre de Marte não se dá ao desdém
mas em que parte há um filho,
um desejo de amigo que se queira em lá?
Não sou o gajo de cá
que se diz outra vez
empregado do mês
exemplar no portão.
Rego o jardim e tu vês
parto o mundo em três
dou-te parte e a mão.
Eu não vejo a sensatez
não me inteiro de ira
sei ser sensaborão.

terça-feira, junho 19, 2012

Faz já um ano ou dois.

É. Há algum tempo que se faz isto assim.
Tudo preso, tudo andar.
É. Faz-se há algum tempo assim.
Lágrimas não são lágrimas por detrás da desculpa.
E que desculpas. Elas desdobram-se sempre.
De tudo há e tudo serve para uma boa desculpa
a não ser quando não há desculpa nenhuma.
Aí há o silêncio e o silêncio é de ouro.
Ouro metal precioso que se monta atrás do valor
e o valor que tens emerge sempre que me lembro que não há dor.
Bom, de que serve uma consciência,
de que serve um senso de noção
é no chão que nos devemos manter.
Não querer e poder
e andar e querer
sabes? Pouco sabes.
Não me dizes pois não sabes.
Eles escrevem o que querem, definem o que querem
mas a vida que eles ditam é apenas deles
e a nossa, ou até mesmo a minha
ninguém dita
porque, como tantos outros, ela é só minha
e a posse que detenho é de outro.
Entenda-se, a posse não é nossa.
Não somos donos de nada
comemos contos de fada
e vivemos abertos ao céu.
Se ele cair, morreu.

domingo, abril 29, 2012

Seguimos.

Seguimos todos em frente nas vontades de azul.
Azul tristeza e cinzento que se desdobra nas vontades do sul.
Se todos somos na união o que nos une nos deixa no momento de pintar
porque o mundo muda e quando muda não há nada mais para mudar

Os que nos pensam e nos querem só nos pedem para continuar
é simples fácil o retrato e metade do que dão serve para continuar
e se tu mudas e eu não de nada serve porque temos todos que mudar
e quem se fica quando tudo, tudo o que queres serve apenas para te calares?


quarta-feira, dezembro 21, 2011

É.

Na verdade há pequenas coisas de funcionamento do mundo que me deixam irado
pequenas coisas que são as grandes coisas deste mundo.
Há pequenas injustiças que só de grande têm atenção
misérias claras na decoração do seu.
Sim. Entende lá:
a decoração do seu próprio prazer, do seu próprio poder.
Em tanto estamos amargurados
com a destreza dos outros ao revés de nós
que nos vemos apenas e só colados ao infame e distante problema que somos.
Alguém tem mais, alguém doa mais
alguém se faz mais e alguém presenteia mais.
Nós somos sempre menos e temos que ser melhores
talvez de todos os piores mas em tudo os melhores.

Sapiência clara — o desastre.
desastre mundial de grande classe.

Ora sou administrador de uma multinacional
ora sou administrador de um sítio na web
o comportamento é igual: eu é que mando, eu é que sei.
Há sempre ligado um qualquer sentido de prepotência clara
de julgamento legítimo e de poder óbvio.
Será que só para mim me parece desigual?
Talvez sejam só partes e partes
Muitos dirão: alguém tem que mandar
e eu direi que não.
Muitos dirão: alguém tem que liderar
e eu direi que não.
Deêm-me todas as teorias
todas e mais algumas
terei prazer em aprender todas que não saber
terei prazer em ler todas as que já souber
mas sou livre de sonhar ou não?
Sou livre de ser pensante ou não?
Sou livre de o praticar ou não?
Talvez me prendam, talvez me subjugue
talvez me levem, talvez me iluda
mas que mal faz? Que mal tem ser o que eu vejo?
Que mal tem ser o que eu creio, hoje e amanhã e depois?

Sonhas tão pouco, mundo...

sexta-feira, outubro 28, 2011

Minúsculos.

É que são pequenas, as coisas que nos fazem perder
é que são eternas as canções que pequenas nos fazem querer
e mais é só tamanho, no detalhe tamanho de poder mudar,
é que hoje não mudo, hoje não quero
amanhã é que é tudo e o relevo detenho.
Se em mim se partem posições
tudo de mim se dá, nas situações
e os que sabem mais do que o que sabem
não o sabem e escondem-se
defende-se nos quadrados
perdidos e achados
retidos
amén.

Múltiplos rasgos
sumidos estados de ninguém
e outrora dúbios na certeza de saber
começam os espaços escuros e perder só a correr
Mas que mal tem?
A certeza que se tem?
Num período que nós damos
um retiro de centenas de milhar de anos
fazem mais do que somos assim, aqui em mim
porque o mundo é que se desdobra
em sentidos de pele de cobra
que sai e acaba mal
te vejo a sair.

Minúsculos pedaços de si.