Há uma rapidez estranha no que se nos move
e depressa nos perde para as entranhas,
um movimento simples de emoção
que se desenha perto do peito e dos ossos,
permite verdade e deixa desejo
faz-se motivo a mais no que é certo
e depois tudo deserto.
Não há estrada que dure mais do que é suposto.
Abandono o posto.
segunda-feira, agosto 29, 2011
terça-feira, agosto 23, 2011
domingo, agosto 14, 2011
sexta-feira, agosto 12, 2011
Dia.
De dia mas com luzes apagadas
a deixar que tudo seja parte.
A parte, há parte, não se quer não a deixo
não te escrevo nem me deixo
não te uso nem me aleijo
seguro.
Passaram apólice muito cedo
parti a boca com o meu medo
e fiz-me dois.
Em terceiro cedo cheguei
depois do trejeito não fui eu que me dei.
O que acontece dentro de mim é a noite
e de dia mantemos os passos.
Queremos mais que feitos oitos
mentimos sempre que ficamos escassos.
a deixar que tudo seja parte.
A parte, há parte, não se quer não a deixo
não te escrevo nem me deixo
não te uso nem me aleijo
seguro.
Passaram apólice muito cedo
parti a boca com o meu medo
e fiz-me dois.
Em terceiro cedo cheguei
depois do trejeito não fui eu que me dei.
O que acontece dentro de mim é a noite
e de dia mantemos os passos.
Queremos mais que feitos oitos
mentimos sempre que ficamos escassos.
sábado, agosto 06, 2011
Amor ligado às máquinas.
É por amor ou por vontade?
Pedaços pequenos de humanidade
envoltos em pertenças duma cidade
dentro de todos.
Ficamos presos a outra ideia,
que o que nos dá prazer nos remedeia
o sentido de ter um outro
no motivo de querer um outro
E esta cidade que prende
o amor que a todos rende
desapaixona qualquer um
e se na certeza de uma outra noite
vires o que é teu de açoite
perde-se o fino de mim
eu que sou uma outra entranha
preso espaço, presa tamanha
não fui eu que o vivi
por isso liga o amor às máquinas
prende-o na eternidade
desfaz o fim de verdade
ou o pouco que resta de ti
a levar porrada é mais duro
o que prende cá fica contra o muro
e para que amor se dê agora
ou perdes tudo ou vais-te embora.
Pedaços pequenos de humanidade
envoltos em pertenças duma cidade
dentro de todos.
Ficamos presos a outra ideia,
que o que nos dá prazer nos remedeia
o sentido de ter um outro
no motivo de querer um outro
E esta cidade que prende
o amor que a todos rende
desapaixona qualquer um
e se na certeza de uma outra noite
vires o que é teu de açoite
perde-se o fino de mim
eu que sou uma outra entranha
preso espaço, presa tamanha
não fui eu que o vivi
por isso liga o amor às máquinas
prende-o na eternidade
desfaz o fim de verdade
ou o pouco que resta de ti
a levar porrada é mais duro
o que prende cá fica contra o muro
e para que amor se dê agora
ou perdes tudo ou vais-te embora.
quinta-feira, julho 28, 2011
Olha em frente.
Ouviste?
Olha em frente.
Não há nada mais que eu possa dizer senão que olhes em frente.
Toda a gente se há-de desfazer em explicações
mas tu, olha em frente.
Há milhares a serem felizes
só tens que olhar em frente.
Não há uma única coisa que te faça infeliz se olhares
e pensares e perderes a noção do que queres
ao olhares em frente.
Mentes por olhar em frente
queres por olhar em frente
e não há nada que te diga não
e há tudo para te deitar ao chão
mas olha em frente.
Que desperdício, quem caíu.
Olha em frente.
Não há nada mais que eu possa dizer senão que olhes em frente.
Toda a gente se há-de desfazer em explicações
mas tu, olha em frente.
Há milhares a serem felizes
só tens que olhar em frente.
Não há uma única coisa que te faça infeliz se olhares
e pensares e perderes a noção do que queres
ao olhares em frente.
Mentes por olhar em frente
queres por olhar em frente
e não há nada que te diga não
e há tudo para te deitar ao chão
mas olha em frente.
Que desperdício, quem caíu.
segunda-feira, julho 18, 2011
Se calhar já não.
Já não adoro o que gostava tanto
e perder o tanto é mais que muito.
Já não quero o que queria tanto
e na vertigem de me desiludir não fica o resto.
Já não escrevo o que escrevia tanto
o que me rebenta é mais do que o que começa
e ter a vida toda para o que vai
é mais do que fica ao que vem.
Tenho tudo por não subir
e voltar atrás perder e ir
nada se perde quando não há razão
se é de todos é só o que são
Milagres pequenos
vidas estreitas
o mundo avesso
e as estradas nunca foram direitas
posso nunca mais e o que é é só demais
não quero pontuação
o que é meu é teu e não.
e perder o tanto é mais que muito.
Já não quero o que queria tanto
e na vertigem de me desiludir não fica o resto.
Já não escrevo o que escrevia tanto
o que me rebenta é mais do que o que começa
e ter a vida toda para o que vai
é mais do que fica ao que vem.
Tenho tudo por não subir
e voltar atrás perder e ir
nada se perde quando não há razão
se é de todos é só o que são
Milagres pequenos
vidas estreitas
o mundo avesso
e as estradas nunca foram direitas
posso nunca mais e o que é é só demais
não quero pontuação
o que é meu é teu e não.
quarta-feira, julho 13, 2011
Vá lá.
Ainda que não sejamos parte uns dos outros
somos parte uns dos outros
e se não nos interessa
não tem que interessar de qualquer maneira
Se tenho dois olhos e boca e nariz
posso ser tudo o que ela quis
ou não ser nada
a relatividade é tramada
E o que me prende a respiração
me faz andar torto
de balcão em balcão
é outra coisa
perdidas rotundas deixadas ao ar
termos difíceis só para decorar
e lá vamos
um dia atrás do outro
a rir e rir e mais.
Vá lá.
Somos todos.
Vá lá.
Vamos todos.
somos parte uns dos outros
e se não nos interessa
não tem que interessar de qualquer maneira
Se tenho dois olhos e boca e nariz
posso ser tudo o que ela quis
ou não ser nada
a relatividade é tramada
E o que me prende a respiração
me faz andar torto
de balcão em balcão
é outra coisa
perdidas rotundas deixadas ao ar
termos difíceis só para decorar
e lá vamos
um dia atrás do outro
a rir e rir e mais.
Vá lá.
Somos todos.
Vá lá.
Vamos todos.
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