O que se espera de quando não se espera?
Espera-se que não se espere
desesperar o que se espera
porque na verdade não se espera
esperar nada.
Brincar às palavras
aos sentimentos mais esperados
pintar coisas vagas
e não colher resultados.
É o que se espera de dar
não esperar.
Depois do ar há sempre alguma coisa para nos parar
e deixar de voltar ao que há, no precisar.
É simples:
ninguém precisa de nada
e precisar tudo é não precisar nada.
Desta brincadeira
jogo fácil, como jenga de madeira
mudamos as bagagens e sonhamos a noite inteira.
O que se espera para esperar?
Deixar que o mundo mude devagar
e ele não muda.
A parte de lá, que fica surda
no mudo de escrever
na fala de não ter
o que esperar.
segunda-feira, junho 06, 2011
domingo, junho 05, 2011
O tempo demais que se ocupa faz perder o sol de vista.
Mesmo num dia lindo, podemos ficar, inertes, à espera que melhore.
Não se diz nada. No silêncio fica-se melhor que calado.
Janelas sem cortinas podem ser o ideal
ficar deitado no chão, à espera de ti,
nem que seja até ao natal.
Não sei o que é mais, o que me ocupa num senso
amanhã de certeza que passa
e de ti, já nem me lembro.
O sol gosta mais de mudar
e o bem que faz pode sempre acabar.
não se prende ninguém com o que se quer para nós
dá-se mais do que o que se tem quando só se ouve uma voz.
Não se diz nada. No silêncio fica-se melhor que calado.
Janelas sem cortinas podem ser o ideal
ficar deitado no chão, à espera de ti,
nem que seja até ao natal.
Não sei o que é mais, o que me ocupa num senso
amanhã de certeza que passa
e de ti, já nem me lembro.
O sol gosta mais de mudar
e o bem que faz pode sempre acabar.
não se prende ninguém com o que se quer para nós
dá-se mais do que o que se tem quando só se ouve uma voz.
sábado, junho 04, 2011
Não sabes?
Ela um dia quer saber
no outro já diz como se não dissesse nada.
Que mais dá que esteja grosso
ou que o que se faça seja uma entrada
retorno vindo da letra lestre
e o que me disse foi apenas piada
não interessa se és correcto ou parte
o que interessa é que sejas nada.
Ela não quer um rosto certo
apenas um dia, um entretém de fada
não te faças peso no rasto
sê um acto de modo raro
se nas palavras te fizeres regalo
logo te liga ou te quer em casa
como és tu no meio do falo
ela não quer
nem se faz rogada.
Senta-se ao teu lado
acende-te o que queres
levanta-se e vai
perto do que esperas
deixa o que foste
ficas para querer
ela não te quer
nem a correr.
no outro já diz como se não dissesse nada.
Que mais dá que esteja grosso
ou que o que se faça seja uma entrada
retorno vindo da letra lestre
e o que me disse foi apenas piada
não interessa se és correcto ou parte
o que interessa é que sejas nada.
Ela não quer um rosto certo
apenas um dia, um entretém de fada
não te faças peso no rasto
sê um acto de modo raro
se nas palavras te fizeres regalo
logo te liga ou te quer em casa
como és tu no meio do falo
ela não quer
nem se faz rogada.
Senta-se ao teu lado
acende-te o que queres
levanta-se e vai
perto do que esperas
deixa o que foste
ficas para querer
ela não te quer
nem a correr.
quinta-feira, junho 02, 2011
Que estorvo.
É que qualquer coisa serve
qualquer coisa dá
qualquer coisa se pede
e o que há, não há.
Vejo os ecrãs e as pessoas
o sentidos das pessoas - que mudaram.
Vejo-os, ouço-os,
sei de tão pouco que tanto me estorva
e é só aquilo que incomoda
que mudamos.
Simplismo deteriorado
quem quer ficar só ou tão somente parado?
Como vai e vem a vida
se ela pára, à descabida
e dos que querem ser por crer
são impelidos a recorrer.
Não, sim e em quê?
Sai comigo
vamos ver a rua
deixamos os telefones
talvez possas fitar comigo a verdade,
crua
e não precisamos de ser
o que é tão simples saber
podemos comer o mundo e ficar,
só um segundo.
qualquer coisa dá
qualquer coisa se pede
e o que há, não há.
Vejo os ecrãs e as pessoas
o sentidos das pessoas - que mudaram.
Vejo-os, ouço-os,
sei de tão pouco que tanto me estorva
e é só aquilo que incomoda
que mudamos.
Simplismo deteriorado
quem quer ficar só ou tão somente parado?
Como vai e vem a vida
se ela pára, à descabida
e dos que querem ser por crer
são impelidos a recorrer.
Não, sim e em quê?
Sai comigo
vamos ver a rua
deixamos os telefones
talvez possas fitar comigo a verdade,
crua
e não precisamos de ser
o que é tão simples saber
podemos comer o mundo e ficar,
só um segundo.
segunda-feira, maio 30, 2011
Mas de raiva que escrevo e digo.
Bem sei, é terrível.
É terrível ser aqui, um existencial
à beira de um ataque que de nervos só se enerva.
Não importa, porque de cada um nasce o seu
mas o meu é só daqui, para mim, no meu.
Despejo incarentemente, se é que existe encarecidamente.
Invento, faço e desfaço o que quero
para mim, porque é só assim.
Não é permitido abusar nem esfumaçar
senão o que eu quero.
Comigo só se fumam amarelos,
dois cigarros de cada vez,
uma cerveja em cada mão
e o whisky, para dar tesão.
Não te cales e cala-te para sempre
eu não quero ouvir nada senão o que eu digo
o que eu conto e o que eu sigo.
É só meu, meu e meu.
Hei-de ficar doente pelo que sou,
demente.
Não me escrevas porque depois da noite só quero o cheiro
aquele entranhado, cheio de tudo menos do contra, a meio.
Escreve-me vírgulas e monta, só.
Eu leio o resto, no meio do sexo e do exercício do meu dote destro.
A comer é à esquerda, mas a foder é em frente.
É sempre pela frente, que me fodem e me querem.
Sirvo de tudo,
sou como uma multifunções.
Quero multifunções para uma só coisa:
Amor.
É terrível ser aqui, um existencial
à beira de um ataque que de nervos só se enerva.
Não importa, porque de cada um nasce o seu
mas o meu é só daqui, para mim, no meu.
Despejo incarentemente, se é que existe encarecidamente.
Invento, faço e desfaço o que quero
para mim, porque é só assim.
Não é permitido abusar nem esfumaçar
senão o que eu quero.
Comigo só se fumam amarelos,
dois cigarros de cada vez,
uma cerveja em cada mão
e o whisky, para dar tesão.
Não te cales e cala-te para sempre
eu não quero ouvir nada senão o que eu digo
o que eu conto e o que eu sigo.
É só meu, meu e meu.
Hei-de ficar doente pelo que sou,
demente.
Não me escrevas porque depois da noite só quero o cheiro
aquele entranhado, cheio de tudo menos do contra, a meio.
Escreve-me vírgulas e monta, só.
Eu leio o resto, no meio do sexo e do exercício do meu dote destro.
A comer é à esquerda, mas a foder é em frente.
É sempre pela frente, que me fodem e me querem.
Sirvo de tudo,
sou como uma multifunções.
Quero multifunções para uma só coisa:
Amor.
domingo, maio 29, 2011
Se eu soubesse.
Se eu soubesse não dizia
Se eu soubesse não fazia
Mas tudo o que eu queria
Era mais do que se desejaria.
não há uma coisa que não se tenha
Nos desejos estranhos do que se entranha
E melhorar uma outra idade
Não é mais que mudar de cidade.
Ele diz que nem tudo se vê
Querer o demais é exigir coisas a três
E ela ir-se de isenção
Perdoa-se aqui
Mas noutro espaço...
Se eu soubesse não fazia
Mas tudo o que eu queria
Era mais do que se desejaria.
não há uma coisa que não se tenha
Nos desejos estranhos do que se entranha
E melhorar uma outra idade
Não é mais que mudar de cidade.
Ele diz que nem tudo se vê
Querer o demais é exigir coisas a três
E ela ir-se de isenção
Perdoa-se aqui
Mas noutro espaço...
sábado, maio 28, 2011
Pois.
Olha, é como se sabe.
Um dia diferente do outro,
mesmo quando os sinto todos iguais.
Acho que estou doente
ou se calhar é só por ver doentes.
Não sei. A televisão devia estar desligada mais tempo
o computador parece sempre o mesmo
jogos e vitórias
perdas e ganhos que em nada se assemelham à realidade.
O que me pergunto é 'onde está a verdade?'
Será que existe aqui algum fundo de verdade?
Pouco importa.
Por dia trocamos mil imagens
dentro de mensagens
e no fim só interessa que saibamos
o que não sabemos
porque ninguém se esconde atrás da verdade.
Um dia diferente do outro,
mesmo quando os sinto todos iguais.
Acho que estou doente
ou se calhar é só por ver doentes.
Não sei. A televisão devia estar desligada mais tempo
o computador parece sempre o mesmo
jogos e vitórias
perdas e ganhos que em nada se assemelham à realidade.
O que me pergunto é 'onde está a verdade?'
Será que existe aqui algum fundo de verdade?
Pouco importa.
Por dia trocamos mil imagens
dentro de mensagens
e no fim só interessa que saibamos
o que não sabemos
porque ninguém se esconde atrás da verdade.
segunda-feira, maio 23, 2011
Auto-motivação.
Os re's são sempre os mais importantes.
Na revolta revê-se o mais importante motor da mudança
No retorno a principal fonte de motivação (triste)
No que se dá para se receber (o conceber seja mais importante)
Torce-se o que não interessa.
Nunca se dá para se receber
E se o é (como eu o sei)
O mundo é pequeno
Pequeno da sua pequenez
E mais não sei.
Dizemos tudo. Somos os maiores.
Falamos, contamos, perdemos, e reescrevemos tudo o que nos apetece
Porque o que importa é crer, fazer crer
O resto? O resto morreu.
Ou se arrasta um monte e se dá em troca ou o monte não se arrasta.
Por isto saudamos os 60. Sem saber tudo se moveu, ao amor livre.
Mas pinta-se a manta da desgraça
Da realidade pútrida e destruída
Das mentes insanas
E quantas mentiras mais quisermos sobre a verdade de uma outra coisa
Maior.
Admito que não sei falar de nada e que a voz que me deram
É apenas a voz de pouca significância
Mas ainda é bom ser inocente e ingénuo no dar sem pensar no que vem de volta
No ser tudo o que o mundo não é (senão em alguns).
Na revolta revê-se o mais importante motor da mudança
No retorno a principal fonte de motivação (triste)
No que se dá para se receber (o conceber seja mais importante)
Torce-se o que não interessa.
Nunca se dá para se receber
E se o é (como eu o sei)
O mundo é pequeno
Pequeno da sua pequenez
E mais não sei.
Dizemos tudo. Somos os maiores.
Falamos, contamos, perdemos, e reescrevemos tudo o que nos apetece
Porque o que importa é crer, fazer crer
O resto? O resto morreu.
Ou se arrasta um monte e se dá em troca ou o monte não se arrasta.
Por isto saudamos os 60. Sem saber tudo se moveu, ao amor livre.
Mas pinta-se a manta da desgraça
Da realidade pútrida e destruída
Das mentes insanas
E quantas mentiras mais quisermos sobre a verdade de uma outra coisa
Maior.
Admito que não sei falar de nada e que a voz que me deram
É apenas a voz de pouca significância
Mas ainda é bom ser inocente e ingénuo no dar sem pensar no que vem de volta
No ser tudo o que o mundo não é (senão em alguns).
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