Não há cura para a sanidade que temos que ter todos os dias,
desculpa mas não há,
vai à merda mas não há!
Aquele cenário das cenas bonitas encenadas no espelho do meu olhar,
sim, apenas do meu olhar, não o vejo com outros olhos.
Não é agora altura de passar e passar ao lado de dar, lá.
Posso desmontar cada coisa que aches, cada uma delas e ainda assim sair a ganhar,
mesmo quando perco,
não deixo de ganhar quando perco.
Reluz a relutância de requerer passividade mental e, nunca.
Isto um dia vai-te calar, vai, vai.
Quando outrora me julgava leve e forte, capaz de recortes de tiradas de sonho,
me desmonta a mesa do entrave e me apresenta a tristeza do fado que se conhece.
Mas não, isto no que retém, esmorece.
terça-feira, abril 29, 2008
segunda-feira, abril 14, 2008
Não, não não.
Sim, vou.
Só quero saber daquilo que me faz feliz.
Sim, vou.
Não me digas que não.
Sim, é isso mesmo que eu quero.
Já deitaste tudo a perder,
desculpa, fui eu.
Mas se já o fiz uma vez quero ter a oportunidade
de o fazer de novo.
Não julgues que me hei-de cansar
porque eu vou, lá ter.
Não me lembro se alguma vez fizeste com que
eu mostrasse o melhor de mim
mas tu parecias mais bonita que nunca
que pensamento egoísta preciso eu mais?
Eu hei-de ir, não, desculpa
a resposta é,
sim vou.
Só quero saber daquilo que me faz feliz.
Sim, vou.
Não me digas que não.
Sim, é isso mesmo que eu quero.
Já deitaste tudo a perder,
desculpa, fui eu.
Mas se já o fiz uma vez quero ter a oportunidade
de o fazer de novo.
Não julgues que me hei-de cansar
porque eu vou, lá ter.
Não me lembro se alguma vez fizeste com que
eu mostrasse o melhor de mim
mas tu parecias mais bonita que nunca
que pensamento egoísta preciso eu mais?
Eu hei-de ir, não, desculpa
a resposta é,
sim vou.
domingo, abril 13, 2008
Olha.
Afinal gostava de saber mais acerca daquilo que nunca tivemos,
viver num passado qualquer de torção doentia.
Olha, afinal até queria saber mais sobre aquilo que demos,
se não deste coisa nenhuma eu só daria, apatia.
Mas afinal vens ou não?
Não havemos de querer ser nem doutores nem engenheiros nem advogados,
que raio de gente há neste mundo afinal?
Olha, não me deixes a falar sozinho
nem me perguntes nada,
não quero falar agora
nem outrora houve nada
só quero ir embora daqui,
construir um pouco do que dei de ti
a outras
sem nenhuma paixão
sem nenhuma intenção
não culpando o que fiz por não ter feito
porque tudo direito
só no mausoléu
do céu.
viver num passado qualquer de torção doentia.
Olha, afinal até queria saber mais sobre aquilo que demos,
se não deste coisa nenhuma eu só daria, apatia.
Mas afinal vens ou não?
Não havemos de querer ser nem doutores nem engenheiros nem advogados,
que raio de gente há neste mundo afinal?
Olha, não me deixes a falar sozinho
nem me perguntes nada,
não quero falar agora
nem outrora houve nada
só quero ir embora daqui,
construir um pouco do que dei de ti
a outras
sem nenhuma paixão
sem nenhuma intenção
não culpando o que fiz por não ter feito
porque tudo direito
só no mausoléu
do céu.
quarta-feira, abril 09, 2008
A noção de alguma coisa é como a noção de nada.
Há em si a confusão implícita de não saber exactamente quantos tem.
Há já em si a confusão que não quer ser vista como tal.
ALgo se adiciona à mente e ao corpo,
trocam-se as variáveis e ouve-se estranhezas muitas de tudo.
Não há uma variável sequer que seja considerada
porque não interessa,
nunca se sabe do que se fala porque quer-se fugir a tudo,
não há sequer uma vontade de entendimento voluntária.
Há já em si a confusão que não quer ser vista como tal.
ALgo se adiciona à mente e ao corpo,
trocam-se as variáveis e ouve-se estranhezas muitas de tudo.
Não há uma variável sequer que seja considerada
porque não interessa,
nunca se sabe do que se fala porque quer-se fugir a tudo,
não há sequer uma vontade de entendimento voluntária.
domingo, março 16, 2008
Celebração da opressão própria.
Outra coisa mais será outra que se tem no peito.
Não quero chuva no encanto de delicadeza parva
ou simples cratos que se empilham na minha casta.
Não sou requintado de entranhas que se deixam
nem subtil na mensagem que se faz passar
desligo tudo para que possa ouvir a noite
mas o tempo que passa não me ajuda a passar.
Complicada é a hora em que se faz a lembrança
o presente da esperança que se deixa para trás.
Quantas vezes me disse eu a mim que não era assim
que não era disto que eu vivia em mim?
A pele toca-se quando se quer tocar
mas quando não te deixas sentir
não passa para além do humor de amar.
Não, não digo isto quando quero e vem
só quando se tem qualquer coisa mais que se deixa partida
a partida é
a partida foi
não se abandonou
não se deixou
e isso é pior que tudo
pior que querer deixar de amar
pior que odiar
é deixar ficar tudo ao abrigo do que é meu.
Não se escrevem palavras
não se dizem lembranças
constroem-se mudanças.
Não quero chuva no encanto de delicadeza parva
ou simples cratos que se empilham na minha casta.
Não sou requintado de entranhas que se deixam
nem subtil na mensagem que se faz passar
desligo tudo para que possa ouvir a noite
mas o tempo que passa não me ajuda a passar.
Complicada é a hora em que se faz a lembrança
o presente da esperança que se deixa para trás.
Quantas vezes me disse eu a mim que não era assim
que não era disto que eu vivia em mim?
A pele toca-se quando se quer tocar
mas quando não te deixas sentir
não passa para além do humor de amar.
Não, não digo isto quando quero e vem
só quando se tem qualquer coisa mais que se deixa partida
a partida é
a partida foi
não se abandonou
não se deixou
e isso é pior que tudo
pior que querer deixar de amar
pior que odiar
é deixar ficar tudo ao abrigo do que é meu.
Não se escrevem palavras
não se dizem lembranças
constroem-se mudanças.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Sombras de encanto.
Recatado deslumbre da aurora que conheço,
o espaço é cada vez maior e mais escasso
nesta penumbra querida pelo vaivém.
Não sou o herói de outrora
sapo maltrapilho do que se fez num encanto desconhecido
sou simples e mau
estou estragado.
Falar de mim, a única coisa que interessa que nunca interessou coisa nenhuma.
Recatado de despojos baratos em casa de fatos pratos.
Não quero comer hoje amanhã não vou dormir
porque a minha vida é de mentir
e não a ti, nunca a ti nem a ti nem a ti,
a mim próprio,
que maravilha estranha a de mentir a mim próprio
manipulado de escassos rostos de contra senso,
não me aguento neste espaço
este espaço é meu
e lá vou querer mais uma qualquer coisa nova.
Afogue-me naquele pranto que se deixa de querer quando conforta
e parte-se direitinho à porta do mal a saber
um dois três quatro cinco seis sete dores aqui e ali
oito e nove comprimidos aqui e ali
não às drogas só às permitidas para bem da minha sanidade mental
não porque não as queiras, sempre as quis e fiz
mas agora tenho medo delas
o que me tornei neste buraco?
onde fui sem saber sequer o que sou?
o espaço é cada vez maior e mais escasso
nesta penumbra querida pelo vaivém.
Não sou o herói de outrora
sapo maltrapilho do que se fez num encanto desconhecido
sou simples e mau
estou estragado.
Falar de mim, a única coisa que interessa que nunca interessou coisa nenhuma.
Recatado de despojos baratos em casa de fatos pratos.
Não quero comer hoje amanhã não vou dormir
porque a minha vida é de mentir
e não a ti, nunca a ti nem a ti nem a ti,
a mim próprio,
que maravilha estranha a de mentir a mim próprio
manipulado de escassos rostos de contra senso,
não me aguento neste espaço
este espaço é meu
e lá vou querer mais uma qualquer coisa nova.
Afogue-me naquele pranto que se deixa de querer quando conforta
e parte-se direitinho à porta do mal a saber
um dois três quatro cinco seis sete dores aqui e ali
oito e nove comprimidos aqui e ali
não às drogas só às permitidas para bem da minha sanidade mental
não porque não as queiras, sempre as quis e fiz
mas agora tenho medo delas
o que me tornei neste buraco?
onde fui sem saber sequer o que sou?
terça-feira, janeiro 22, 2008
Doze, o número do azar.
Repara como é bom o passeio pela contente presença,
como é bom seres tu só, sem mais ninguém,
e pavoneares-te naquele jardim que te faz sentir absurdamente feliz,
vê como é tão bom o teu centro do universo permanecer intocável,
é realmente bom.
E interequacionar a lembrança com tudo de perfeito que fizeste,
querer mais perfeito que isso e a exigência do outro dia melhor,
repara, vê bem!
Não é possível falhares mais para que não se quebre, não mais é possível.
Desligas a luz mais um dia
mas é preferivel que a luz vá ficando acesa, não vá o brilhantismo falhar.
Dá-te aquela parte de ti que tanto gostas e que te faz sentir mesmo grande,
sim, só mais um argumento para poderes rasurar outro do teu mapa de problemática.
Ah, como é tão consensual, como é tão bom e confortável.
Ter azar.
Discutir.
Dialogar.
Resta o corpo das chamas que se arranjam no quente do outrora bom.
como é bom seres tu só, sem mais ninguém,
e pavoneares-te naquele jardim que te faz sentir absurdamente feliz,
vê como é tão bom o teu centro do universo permanecer intocável,
é realmente bom.
E interequacionar a lembrança com tudo de perfeito que fizeste,
querer mais perfeito que isso e a exigência do outro dia melhor,
repara, vê bem!
Não é possível falhares mais para que não se quebre, não mais é possível.
Desligas a luz mais um dia
mas é preferivel que a luz vá ficando acesa, não vá o brilhantismo falhar.
Dá-te aquela parte de ti que tanto gostas e que te faz sentir mesmo grande,
sim, só mais um argumento para poderes rasurar outro do teu mapa de problemática.
Ah, como é tão consensual, como é tão bom e confortável.
Ter azar.
Discutir.
Dialogar.
Resta o corpo das chamas que se arranjam no quente do outrora bom.
sábado, janeiro 12, 2008
Ainda agora respirava bem.
É aquela coisa, aquela transição, aquela passagem fulgorante no espaço aberto em que me fiz alguém diferente.
Quis ser um e outro a seguir ao mais fácil dos momentos,
foi fácil mas escrupulosamente destrutivo.
Estou bastante elucidativo,
não quero cabeças a rebolar à minha frente,
não quero ser capaz de o fazer.
Matar é a mais fácil das artes mas a que dói mais no âmago
de ser alguém.
Eu não sou ninguém,
não me desenho outra vez na folha branca
porque eu sou a folha branca.
Não me queres por ser eu, queres-me por ser.
Eles foram todos embora, eu fiquei sozinho outra vez,
como dói ficar de peito aberto ao frio às 6 da manhã.
Tenho medo mãe, tenho medo,
pena que não possamos falar disso,
jamais entenderias porque é difícil fumar cigarro atrás de cigarro só porque te alivia,
não me deixes ficar assim
mas eu hei-de conseguir, a vida é isto, conseguir suportar a maior dor que conseguires,
depois, eventualmente, fica tudo bem!
Sou homem dentro de mim.
Quis ser um e outro a seguir ao mais fácil dos momentos,
foi fácil mas escrupulosamente destrutivo.
Estou bastante elucidativo,
não quero cabeças a rebolar à minha frente,
não quero ser capaz de o fazer.
Matar é a mais fácil das artes mas a que dói mais no âmago
de ser alguém.
Eu não sou ninguém,
não me desenho outra vez na folha branca
porque eu sou a folha branca.
Não me queres por ser eu, queres-me por ser.
Eles foram todos embora, eu fiquei sozinho outra vez,
como dói ficar de peito aberto ao frio às 6 da manhã.
Tenho medo mãe, tenho medo,
pena que não possamos falar disso,
jamais entenderias porque é difícil fumar cigarro atrás de cigarro só porque te alivia,
não me deixes ficar assim
mas eu hei-de conseguir, a vida é isto, conseguir suportar a maior dor que conseguires,
depois, eventualmente, fica tudo bem!
Sou homem dentro de mim.
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