De dia mas com luzes apagadas
a deixar que tudo seja parte.
A parte, há parte, não se quer não a deixo
não te escrevo nem me deixo
não te uso nem me aleijo
seguro.
Passaram apólice muito cedo
parti a boca com o meu medo
e fiz-me dois.
Em terceiro cedo cheguei
depois do trejeito não fui eu que me dei.
O que acontece dentro de mim é a noite
e de dia mantemos os passos.
Queremos mais que feitos oitos
mentimos sempre que ficamos escassos.
sexta-feira, agosto 12, 2011
sábado, agosto 06, 2011
Amor ligado às máquinas.
É por amor ou por vontade?
Pedaços pequenos de humanidade
envoltos em pertenças duma cidade
dentro de todos.
Ficamos presos a outra ideia,
que o que nos dá prazer nos remedeia
o sentido de ter um outro
no motivo de querer um outro
E esta cidade que prende
o amor que a todos rende
desapaixona qualquer um
e se na certeza de uma outra noite
vires o que é teu de açoite
perde-se o fino de mim
eu que sou uma outra entranha
preso espaço, presa tamanha
não fui eu que o vivi
por isso liga o amor às máquinas
prende-o na eternidade
desfaz o fim de verdade
ou o pouco que resta de ti
a levar porrada é mais duro
o que prende cá fica contra o muro
e para que amor se dê agora
ou perdes tudo ou vais-te embora.
Pedaços pequenos de humanidade
envoltos em pertenças duma cidade
dentro de todos.
Ficamos presos a outra ideia,
que o que nos dá prazer nos remedeia
o sentido de ter um outro
no motivo de querer um outro
E esta cidade que prende
o amor que a todos rende
desapaixona qualquer um
e se na certeza de uma outra noite
vires o que é teu de açoite
perde-se o fino de mim
eu que sou uma outra entranha
preso espaço, presa tamanha
não fui eu que o vivi
por isso liga o amor às máquinas
prende-o na eternidade
desfaz o fim de verdade
ou o pouco que resta de ti
a levar porrada é mais duro
o que prende cá fica contra o muro
e para que amor se dê agora
ou perdes tudo ou vais-te embora.
quinta-feira, julho 28, 2011
Olha em frente.
Ouviste?
Olha em frente.
Não há nada mais que eu possa dizer senão que olhes em frente.
Toda a gente se há-de desfazer em explicações
mas tu, olha em frente.
Há milhares a serem felizes
só tens que olhar em frente.
Não há uma única coisa que te faça infeliz se olhares
e pensares e perderes a noção do que queres
ao olhares em frente.
Mentes por olhar em frente
queres por olhar em frente
e não há nada que te diga não
e há tudo para te deitar ao chão
mas olha em frente.
Que desperdício, quem caíu.
Olha em frente.
Não há nada mais que eu possa dizer senão que olhes em frente.
Toda a gente se há-de desfazer em explicações
mas tu, olha em frente.
Há milhares a serem felizes
só tens que olhar em frente.
Não há uma única coisa que te faça infeliz se olhares
e pensares e perderes a noção do que queres
ao olhares em frente.
Mentes por olhar em frente
queres por olhar em frente
e não há nada que te diga não
e há tudo para te deitar ao chão
mas olha em frente.
Que desperdício, quem caíu.
segunda-feira, julho 18, 2011
Se calhar já não.
Já não adoro o que gostava tanto
e perder o tanto é mais que muito.
Já não quero o que queria tanto
e na vertigem de me desiludir não fica o resto.
Já não escrevo o que escrevia tanto
o que me rebenta é mais do que o que começa
e ter a vida toda para o que vai
é mais do que fica ao que vem.
Tenho tudo por não subir
e voltar atrás perder e ir
nada se perde quando não há razão
se é de todos é só o que são
Milagres pequenos
vidas estreitas
o mundo avesso
e as estradas nunca foram direitas
posso nunca mais e o que é é só demais
não quero pontuação
o que é meu é teu e não.
e perder o tanto é mais que muito.
Já não quero o que queria tanto
e na vertigem de me desiludir não fica o resto.
Já não escrevo o que escrevia tanto
o que me rebenta é mais do que o que começa
e ter a vida toda para o que vai
é mais do que fica ao que vem.
Tenho tudo por não subir
e voltar atrás perder e ir
nada se perde quando não há razão
se é de todos é só o que são
Milagres pequenos
vidas estreitas
o mundo avesso
e as estradas nunca foram direitas
posso nunca mais e o que é é só demais
não quero pontuação
o que é meu é teu e não.
quarta-feira, julho 13, 2011
Vá lá.
Ainda que não sejamos parte uns dos outros
somos parte uns dos outros
e se não nos interessa
não tem que interessar de qualquer maneira
Se tenho dois olhos e boca e nariz
posso ser tudo o que ela quis
ou não ser nada
a relatividade é tramada
E o que me prende a respiração
me faz andar torto
de balcão em balcão
é outra coisa
perdidas rotundas deixadas ao ar
termos difíceis só para decorar
e lá vamos
um dia atrás do outro
a rir e rir e mais.
Vá lá.
Somos todos.
Vá lá.
Vamos todos.
somos parte uns dos outros
e se não nos interessa
não tem que interessar de qualquer maneira
Se tenho dois olhos e boca e nariz
posso ser tudo o que ela quis
ou não ser nada
a relatividade é tramada
E o que me prende a respiração
me faz andar torto
de balcão em balcão
é outra coisa
perdidas rotundas deixadas ao ar
termos difíceis só para decorar
e lá vamos
um dia atrás do outro
a rir e rir e mais.
Vá lá.
Somos todos.
Vá lá.
Vamos todos.
domingo, julho 10, 2011
Ridículo.
É ridículo que me ames da forma que não se faz
ridículo que os amem por tudo aquilo que vem atrás
eles querem outra coisa: desejo, poder, da ambição
e perderem-se no credo é perdido de razão.
É mais fácil outro atrás
dar-se no prédio do motivo
dinheiro perde fácil ao que dás
eu sou sozinho, sem abrigo.
De quadra em quadra a lutar
escrever partidos sem parar
heis que tudo há-de acabar
para um pensinho começar.
Vai-se atrás ao que se deu
perde-se o mais que não sou eu
e ela que dança sem parar
oh motivos a convidar
Não me prendas que não sei
não te dês que não creis
e agora para o de tudo
vem a parte do entrudo
Carnaval para acabar
motivação e deslumbrar
e o sentido de prometer
é pensado para não querer
Um dois e mais
a vontade dos teus pais
para sempre nos jornais
vontade é feita, sempre a mais.
Escrever para cantar
cantar o céu e afagar
um beijo, só um para acabar
ir embora é começar.
ridículo que os amem por tudo aquilo que vem atrás
eles querem outra coisa: desejo, poder, da ambição
e perderem-se no credo é perdido de razão.
É mais fácil outro atrás
dar-se no prédio do motivo
dinheiro perde fácil ao que dás
eu sou sozinho, sem abrigo.
De quadra em quadra a lutar
escrever partidos sem parar
heis que tudo há-de acabar
para um pensinho começar.
Vai-se atrás ao que se deu
perde-se o mais que não sou eu
e ela que dança sem parar
oh motivos a convidar
Não me prendas que não sei
não te dês que não creis
e agora para o de tudo
vem a parte do entrudo
Carnaval para acabar
motivação e deslumbrar
e o sentido de prometer
é pensado para não querer
Um dois e mais
a vontade dos teus pais
para sempre nos jornais
vontade é feita, sempre a mais.
Escrever para cantar
cantar o céu e afagar
um beijo, só um para acabar
ir embora é começar.
sábado, julho 09, 2011
As caras bonitas.
De noite ou de dia deslumbre que é mais
uma cara bonita perde a riqueza dos casais
é um jogo a certeza, acaba a música e enfim
está na nossa natureza
ver televisão e assim.
E de dia num concerto
exibe-te grosso
põe a mão no sítio certo
vais ver que logo tudo acaba
para mais depressa começar.
Eu não sou magro forte cedo norte
queria ouvir algumas histórias
daquelas de encantar
e se me agarrasse pele pescoço
e me quisesse para partir
talvez o parto fosse o esboço
de começar a sorrir.
Temos sede da vontade
vontade de mais poder
é simples e toda a gente sabe
mas é preferível continuar a correr.
uma cara bonita perde a riqueza dos casais
é um jogo a certeza, acaba a música e enfim
está na nossa natureza
ver televisão e assim.
E de dia num concerto
exibe-te grosso
põe a mão no sítio certo
vais ver que logo tudo acaba
para mais depressa começar.
Eu não sou magro forte cedo norte
queria ouvir algumas histórias
daquelas de encantar
e se me agarrasse pele pescoço
e me quisesse para partir
talvez o parto fosse o esboço
de começar a sorrir.
Temos sede da vontade
vontade de mais poder
é simples e toda a gente sabe
mas é preferível continuar a correr.
terça-feira, julho 05, 2011
Podia saber.
A inutilidade do ser podia saber
que não é aqui que se fica a querer.
Não se deseja, porque desejar é forte
querer é mais importante que a morte.
Migalhas dos restos miúdos que ficam
e parte do simples é tirar os que mentem
e mintam-se as partes que se querem para lá
escolher as palavras é moda que não se me dá
Arcaico poveiro, querente ralé
deixa-se o dinheiro, vou-me embora a pé
se o copo deixar ainda faço uma amiga
deixem-me lá ficar, é só um pouco de comida.
E ele diz e ele quer e ele vai e ele vem
e ela parte e ele fica e ao que sabem é mais ninguém
e o amor que nunca acaba acaba sempre por acabar
e eu tenho uma bisnaga e talvez tenha que a usar.
que não é aqui que se fica a querer.
Não se deseja, porque desejar é forte
querer é mais importante que a morte.
Migalhas dos restos miúdos que ficam
e parte do simples é tirar os que mentem
e mintam-se as partes que se querem para lá
escolher as palavras é moda que não se me dá
Arcaico poveiro, querente ralé
deixa-se o dinheiro, vou-me embora a pé
se o copo deixar ainda faço uma amiga
deixem-me lá ficar, é só um pouco de comida.
E ele diz e ele quer e ele vai e ele vem
e ela parte e ele fica e ao que sabem é mais ninguém
e o amor que nunca acaba acaba sempre por acabar
e eu tenho uma bisnaga e talvez tenha que a usar.
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