Os re's são sempre os mais importantes.
Na revolta revê-se o mais importante motor da mudança
No retorno a principal fonte de motivação (triste)
No que se dá para se receber (o conceber seja mais importante)
Torce-se o que não interessa.
Nunca se dá para se receber
E se o é (como eu o sei)
O mundo é pequeno
Pequeno da sua pequenez
E mais não sei.
Dizemos tudo. Somos os maiores.
Falamos, contamos, perdemos, e reescrevemos tudo o que nos apetece
Porque o que importa é crer, fazer crer
O resto? O resto morreu.
Ou se arrasta um monte e se dá em troca ou o monte não se arrasta.
Por isto saudamos os 60. Sem saber tudo se moveu, ao amor livre.
Mas pinta-se a manta da desgraça
Da realidade pútrida e destruída
Das mentes insanas
E quantas mentiras mais quisermos sobre a verdade de uma outra coisa
Maior.
Admito que não sei falar de nada e que a voz que me deram
É apenas a voz de pouca significância
Mas ainda é bom ser inocente e ingénuo no dar sem pensar no que vem de volta
No ser tudo o que o mundo não é (senão em alguns).
segunda-feira, maio 23, 2011
segunda-feira, março 14, 2011
Poema.
ComTexto #01
Faixa 7.
BitRadioRecords
Download
http://www.bitradiorecords.net/catalogo_comtexto01.html
Faixa 7.
BitRadioRecords
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quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Corda.
Vitória, disse ela, de trunfos na mão
não se via nada, só tristeza e desolação
Nunca quis, em tempo algum
que se desse à perdição
mas ela sabe e há-de ver
na palma da mão.
Forjam-se palavras, desejos e emoções
ela diz que quer que a abras
há sentido pois, teve premonições
Mas na verdade, amor que quis
no seu íntimo dobra-o em mil
pois se um dia se desfizer
estarei com lobos, no seu covil.
Mas e agora?
Que partes me fazem?
Sem o teu amor,
que partes me fazem?
Na migração heis que vens
és tu e eu.
Na migração heis que vens
és tu...
não se via nada, só tristeza e desolação
Nunca quis, em tempo algum
que se desse à perdição
mas ela sabe e há-de ver
na palma da mão.
Forjam-se palavras, desejos e emoções
ela diz que quer que a abras
há sentido pois, teve premonições
Mas na verdade, amor que quis
no seu íntimo dobra-o em mil
pois se um dia se desfizer
estarei com lobos, no seu covil.
Mas e agora?
Que partes me fazem?
Sem o teu amor,
que partes me fazem?
Na migração heis que vens
és tu e eu.
Na migração heis que vens
és tu...
sábado, janeiro 29, 2011
Sobre coisa nenhuma.
Se sobre coisa nenhuma fosse fácil eu escrever
assim o faria
diria o que coisa nenhuma quero dizer
na entrada da confraria.
Nos desejos dos pequenos me revejo no que é mais
e me quero aos retornos do que para sempre me vais.
Fazes o que não fizeste
aborreço-me do que se diz
e se fiz coisa alguma
foi porque sempre o quis.
Ele não vai
ele não vem
se ela foi
não é de ninguém
e o que tenho ainda sei
no que desejo parte
desejo tem.
Fui, sobre ninguém
refiz-me
sobre ninguém
E quem vem agora?
assim o faria
diria o que coisa nenhuma quero dizer
na entrada da confraria.
Nos desejos dos pequenos me revejo no que é mais
e me quero aos retornos do que para sempre me vais.
Fazes o que não fizeste
aborreço-me do que se diz
e se fiz coisa alguma
foi porque sempre o quis.
Ele não vai
ele não vem
se ela foi
não é de ninguém
e o que tenho ainda sei
no que desejo parte
desejo tem.
Fui, sobre ninguém
refiz-me
sobre ninguém
E quem vem agora?
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Rotura.
Podes dizer que é fácil
até que se desdenha o que não se tem e quer
recomeça-se quantas vezes se quiser
recomeçar no que se quer acabar e tornar andar.
Não há mais por onde andar
por onde querer andar
não há mais
e ainda assim insiste-se em continuar
o que se espera acabar já.
Não não não é o que é que se quer no que se quer dar o que se espelha em tudo que é
Sim, não é o que é no que se espera no que se quer daquilo que é para ser tudo.
Não pode ser o que é se for o que é na verdade
não se pode dar o que se dá
não se pode
não.
E o fruto que colhi é maior do que eu possa carregar
e prefiro voltar ao não voltar
ficar no não ficar
ir e voltar
e andar.
Mãe, Pai
é isto que eu sou.
até que se desdenha o que não se tem e quer
recomeça-se quantas vezes se quiser
recomeçar no que se quer acabar e tornar andar.
Não há mais por onde andar
por onde querer andar
não há mais
e ainda assim insiste-se em continuar
o que se espera acabar já.
Não não não é o que é que se quer no que se quer dar o que se espelha em tudo que é
Sim, não é o que é no que se espera no que se quer daquilo que é para ser tudo.
Não pode ser o que é se for o que é na verdade
não se pode dar o que se dá
não se pode
não.
E o fruto que colhi é maior do que eu possa carregar
e prefiro voltar ao não voltar
ficar no não ficar
ir e voltar
e andar.
Mãe, Pai
é isto que eu sou.
domingo, janeiro 23, 2011
Milagres.
Hoje queria falar sobre milagres.
Sobre o que esperamos que de tão extraordinário aconteça e que sabemos,
no nosso âmago, que nunca irá acontecer.
Queria falar daquelas coisas pequenas que nunca acontecem.
Já vivi uns quantos milagres. Mas antes entenda-se:
"milagre
s. m.
1. Facto sobrenatural oposto às leis da Natureza.
2. Portento, maravilha, prodígio."
O que me prende um pouco mais:
"A expressão “lei da natureza” é metafórica dado que não se trata de leis no sentido literal do termo: não são como as leis do código civil, por exemplo, ou do código da estrada. As leis, literalmente falando, distinguem-se das leis da natureza por várias razões, mas uma delas é central: a direcção de adequação é oposta. Por “direcção de adequação” (direction of fit), os filósofos querem destacar uma diferença fundamental."
Portanto continuamos iguais.
A verdade é esta. Vivemos na constante adequação de algo que não compreendemos
e para conseguirmos adormecer, todos os dias, estafados,
temos mesmo que guardar estas conceptualizações.
Mas hoje só me interessam os milagres.
Há milagres que se contam, que aconteceram comigo só
Sobre o que esperamos que de tão extraordinário aconteça e que sabemos,
no nosso âmago, que nunca irá acontecer.
Queria falar daquelas coisas pequenas que nunca acontecem.
Já vivi uns quantos milagres. Mas antes entenda-se:
"milagre
s. m.
1. Facto sobrenatural oposto às leis da Natureza.
2. Portento, maravilha, prodígio."
O que me prende um pouco mais:
"A expressão “lei da natureza” é metafórica dado que não se trata de leis no sentido literal do termo: não são como as leis do código civil, por exemplo, ou do código da estrada. As leis, literalmente falando, distinguem-se das leis da natureza por várias razões, mas uma delas é central: a direcção de adequação é oposta. Por “direcção de adequação” (direction of fit), os filósofos querem destacar uma diferença fundamental."
Portanto continuamos iguais.
A verdade é esta. Vivemos na constante adequação de algo que não compreendemos
e para conseguirmos adormecer, todos os dias, estafados,
temos mesmo que guardar estas conceptualizações.
Mas hoje só me interessam os milagres.
Há milagres que se contam, que aconteceram comigo só
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Vem tudo numa caixa de cartão.
Chega a casa,
vem depois
não deixa nada
dos dois a dois
destroí um pouco
reclama mais
não há quem diga
quem são os quais.
Numa paranóia
feito quatro em tudo
não sei quem me leva
o sentido absurdo
e se me mudarem de cadeira
se me pedirem para a dar inteira
eu minto
porque o que é meu
é dentro do sim.
Diz que vem tudo dentro de uma caixa
é só recolher
depois mais tarde vê-se.
vem depois
não deixa nada
dos dois a dois
destroí um pouco
reclama mais
não há quem diga
quem são os quais.
Numa paranóia
feito quatro em tudo
não sei quem me leva
o sentido absurdo
e se me mudarem de cadeira
se me pedirem para a dar inteira
eu minto
porque o que é meu
é dentro do sim.
Diz que vem tudo dentro de uma caixa
é só recolher
depois mais tarde vê-se.
terça-feira, janeiro 11, 2011
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