As noites já não são as noites que eram antes,
os dias já nem os vejo, há alturas que nem sei se existem,
não estou desolado, não estou triste,
também não estou contente e radiante,
não sei como dizer a alguém coisas que se façam e se moldem a elas próprias,
porque há um hábito que nos diz dizer sim.
Sabias que as pessoas que perdoam têm maior sanidade mental?
Ler coisas são só mais coisas que nos perfuram cada cavidade do nosso pensamento,
eu não sou eu não mais porque tu já não existes na minha concepção,
não hei-de ser mais complicado e é já para o ano que trabalho.
31 de Janeiro é uma rua no Porto e o aniversário de amigos.
Tossi a noite toda, fui espelho da minha triste relutância,
cansei-me das enormidades absurdas do fácil falar,
eu não faço nada, é ele que me faz a mim,
porque eu sou dois que se multiplicam pela soma sucessiva de mais um
num infinito e inabalável acto de compaixão.
Feliz.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
terça-feira, dezembro 25, 2007
As maravilhas do desejo.
É um dia qualquer hoje, pode ser um dia qualquer.
Estar cheio de alguma coisa por comer uma montanha de outras.
Ai, a desgraça das dietas do simples desgrace consumista,
não tenho ideias para dar,
os presentes foram nem sequer isso.
Não adianta porque hoje nã0o consigo estar triste,
desligado de tudo,
não adianta o ter que trabalhar sem parar ou o medo de não ter que fazer,
já não adianta nada. Se houver alguma coisa do outro lado é aqui que fomos felizes.
Estar cheio de alguma coisa por comer uma montanha de outras.
Ai, a desgraça das dietas do simples desgrace consumista,
não tenho ideias para dar,
os presentes foram nem sequer isso.
Não adianta porque hoje nã0o consigo estar triste,
desligado de tudo,
não adianta o ter que trabalhar sem parar ou o medo de não ter que fazer,
já não adianta nada. Se houver alguma coisa do outro lado é aqui que fomos felizes.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Vêem-se os destroços por todo o lado.

Sou demasiado ilustrativo, fugitivo,
reconforto-me nas estranhas coisas que fazem toda a gente infeliz.
Ela não me tocou mais como se amasse,
deixou-me aos berros e insultos de longas horas de classe.
Nunca compreendi que ninguém fizesse algo por sentir,
há demasiadas dúvidas no meio próprio,
e fingi no ardor da dor do medo,
não quis que fosse só o ardor do medo.
Ninguém me leu, ninguém me quis,
só eu o soube,
porque o uso é destrutivo,
e não ao uso
e não à vida de se querer ser um abuso.
Não a consegui ver,
por entre o nevoeiro denso não a consegui ver.
Há destroços por todo o lado e até os aparelhos sofrem,
não há dor igual a esta,
à que não se sabe que se sente,
ao trabalho que se multiplica e ao corpo que fica doente,
não a dor como esta a descer a rua de alcatrão,
ela vem ela vem,
mas ter comigo não.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Sempre repetido.
Diz-me a gorda verdade de ser eu,
a infame liberdade de ter outro teu.
Não se vai fazer mais criadagem nenhuma
não há espaço para mais alguma relutância
e a infância?
de que vive a liberdade de ter um buraco só meu?
um desejo só meu?
um dejecto só meu?
de que vive a elevação suprema de um regador,
espaçado pelos furos que acolhem a solidão?
de onde vem esta esperança de irmão?
Somente um,
é um e não mais
quando se junta a ilusão do mestre
que se desfaz nos seus poucos ais.
a infame liberdade de ter outro teu.
Não se vai fazer mais criadagem nenhuma
não há espaço para mais alguma relutância
e a infância?
de que vive a liberdade de ter um buraco só meu?
um desejo só meu?
um dejecto só meu?
de que vive a elevação suprema de um regador,
espaçado pelos furos que acolhem a solidão?
de onde vem esta esperança de irmão?
Somente um,
é um e não mais
quando se junta a ilusão do mestre
que se desfaz nos seus poucos ais.
domingo, dezembro 02, 2007
Lixo subterrâneo.
A epiderme vive de ser só uma fronteira,
talvez seja a epiderme ou talvez seja a designação que lhe damos,
fronteira.
A fronteira divide dois espaços distintos,
mas às vezes os espaços são apenas repetições mais ou menos insufladas.
Os dentes do povo sequioso e desejoso por mais posse,
estão a partir,
vêem-se milhares de outros serem desdentados e sem saber o que fazer quando confrontavas com a entrevista televisiva.
O submundo está cada vez mais forte,
mas são as vontades de beleza que se sobrepõem num retrato judicial.
talvez seja a epiderme ou talvez seja a designação que lhe damos,
fronteira.
A fronteira divide dois espaços distintos,
mas às vezes os espaços são apenas repetições mais ou menos insufladas.
Os dentes do povo sequioso e desejoso por mais posse,
estão a partir,
vêem-se milhares de outros serem desdentados e sem saber o que fazer quando confrontavas com a entrevista televisiva.
O submundo está cada vez mais forte,
mas são as vontades de beleza que se sobrepõem num retrato judicial.
sábado, novembro 24, 2007
Traça-me a pele que é melhor.
Nunca me senti menos conversante do que agora.
Está mais que uma pessoa num local, ambas falam mas nenhuma conversa.
Diálogos inexistentes, coisas transparentes,
sei que ambos vêm mas nenhum é capaz de parar para pensar.
Senhores detentores da razão, de espaços e juras de ocasião,
demasiado orgulhosos no requerer de ser melhor!
Retomamos a conversa,
cortada num sítio que não se sabe,
as atitudes são da responsabilidade de quem as faz e
motivadas por um só,
assim se vê,
assim se vê quem vai a algum lado fazer alguma coisa,
todos vamos!!
É desejar o que sempre se teve e percebe-se que não se tem agora.
Mas é, mesmo quando julgas que és tudo que estavam À espera de ti é quando menos to vêm.
Sinto-me com 14 anos metido numa qualquer brincadeira parva de adultos,
perdido sem perceber o que está acontecer,
no meio de sentimentos confusos que a minha pequena índole ainda não consegue assimilar,
sou isto, sou o bocado de matéria estúpida que vagueia por entre as paredes da cidade,
e não se entende como vou e onde vou.
Elas, as pessoas, desfazem-se em pó e escapam-se por entre os dedos.
Está mais que uma pessoa num local, ambas falam mas nenhuma conversa.
Diálogos inexistentes, coisas transparentes,
sei que ambos vêm mas nenhum é capaz de parar para pensar.
Senhores detentores da razão, de espaços e juras de ocasião,
demasiado orgulhosos no requerer de ser melhor!
Retomamos a conversa,
cortada num sítio que não se sabe,
as atitudes são da responsabilidade de quem as faz e
motivadas por um só,
assim se vê,
assim se vê quem vai a algum lado fazer alguma coisa,
todos vamos!!
É desejar o que sempre se teve e percebe-se que não se tem agora.
Mas é, mesmo quando julgas que és tudo que estavam À espera de ti é quando menos to vêm.
Sinto-me com 14 anos metido numa qualquer brincadeira parva de adultos,
perdido sem perceber o que está acontecer,
no meio de sentimentos confusos que a minha pequena índole ainda não consegue assimilar,
sou isto, sou o bocado de matéria estúpida que vagueia por entre as paredes da cidade,
e não se entende como vou e onde vou.
Elas, as pessoas, desfazem-se em pó e escapam-se por entre os dedos.
quinta-feira, novembro 15, 2007
Nunca é demais.
Ela diz que não se faz,
eu digo que não quero.
Querer é uma rasteira das piores,
dizer que se quer pode passar a perna a qualquer um.
Eu não vou mais à festa,
não vou mais ao dia à dia de não querer,
porque saber é apenas e só querer mais um pouco do que se tem.
A vida é desprovida daquelas coisas todas,
da infantilidade de uma monotonia aborrecida,
e eu não sou, nem vou, nem quero,
só estou para ficar a ver.
Mas desta vez participo,
nas entranhas do pronfundo me procuro indentifico.
Não há textos para ler,
só letras para conjugar,
não te prezo mais agora,
sou estranho de coisas de outrora.
Está desprovido do que se quer esta absurda situação,
mas que sinto ai que sinto,
salto À vára mas sem varão.
eu digo que não quero.
Querer é uma rasteira das piores,
dizer que se quer pode passar a perna a qualquer um.
Eu não vou mais à festa,
não vou mais ao dia à dia de não querer,
porque saber é apenas e só querer mais um pouco do que se tem.
A vida é desprovida daquelas coisas todas,
da infantilidade de uma monotonia aborrecida,
e eu não sou, nem vou, nem quero,
só estou para ficar a ver.
Mas desta vez participo,
nas entranhas do pronfundo me procuro indentifico.
Não há textos para ler,
só letras para conjugar,
não te prezo mais agora,
sou estranho de coisas de outrora.
Está desprovido do que se quer esta absurda situação,
mas que sinto ai que sinto,
salto À vára mas sem varão.
quarta-feira, novembro 07, 2007
Sempre de novo e outra vez.
A estrada faz com que sintamos o peso das pernas.
Recorremos a tudo quando o medo invade a presença do próprio querer.
Nunca mais hei-de ser o que um dia quis.
Chavões, palavras e cifrões.
Vida.
Alguns sabem bem do que falam outros nem por isso.
Quanto vale a sinceridade de uma lágrima?
E quanto o vale o que se quer outra vez sem querer?
De rasgo em rasgo se fazem as vontades,
e não há maneira de negar,
não há maneira de negar que o que se faz é por se querer.
Não tenho mais forma de te dizer como errei,
nem sequer a mim próprio.
Quero declamar a vida,
que se foda a poesia,
vou declamar a vida partida aos bocados
de lembranças quebradas e desejadas.
Sou só mais um que diz coisas e coisas.
Tu não.
Estou a perder a vontade de ter esperança
quando me farás tu céptico?
Quero alegros e pianos
tu não sabes como o quero.
Nem eu.
Parte-se a vida, parte-se o dia, parte-se a noite
partes tu tudo em estilhaços.
Recorremos a tudo quando o medo invade a presença do próprio querer.
Nunca mais hei-de ser o que um dia quis.
Chavões, palavras e cifrões.
Vida.
Alguns sabem bem do que falam outros nem por isso.
Quanto vale a sinceridade de uma lágrima?
E quanto o vale o que se quer outra vez sem querer?
De rasgo em rasgo se fazem as vontades,
e não há maneira de negar,
não há maneira de negar que o que se faz é por se querer.
Não tenho mais forma de te dizer como errei,
nem sequer a mim próprio.
Quero declamar a vida,
que se foda a poesia,
vou declamar a vida partida aos bocados
de lembranças quebradas e desejadas.
Sou só mais um que diz coisas e coisas.
Tu não.
Estou a perder a vontade de ter esperança
quando me farás tu céptico?
Quero alegros e pianos
tu não sabes como o quero.
Nem eu.
Parte-se a vida, parte-se o dia, parte-se a noite
partes tu tudo em estilhaços.
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